domingo, 8 de fevereiro de 2009

2008 em algumas linhas

Mais um fim de ano. E foi assim, em tão corridos e efêmeros dias, que se resumiu o ano de 2008. Acreditem, este relógio nunca me pareceu tão vivo! Um ano de muito aprendizado, pode-se dizer. Fato que não estranho, afinal nesta escola da vida, aprendizado deveria ser a palavra fundamental para todos os anos. A gente nunca deixa realmente de aprender, não é? 2008 foi um ano de muitas coisas novas. Coisas que pareciam velhas, mas que dessa vez surgiram com uma cara nova. Um tipo de máscara, sabe? Vai entender... São coisas da vida. E pensar que eu já achei que tinha vivido quase tudo... Um ano marcado pelo começo e fim de fases, pessoas, conquistas e derrotas. Começo e fim de um tempo que agora se resume a uma única palavra: memória. Memória de pessoas que entraram e ficaram e de pessoas que nem sequer entraram. Memória de muitas escolhas e poucas certezas. Afinal, qual é a certeza que nós temos nessa vida, além de Deus, é claro? Memória de tristezas. É lógico, elas sempre estarão presentes. Mas um ano no qual o brilho das alegrias ofuscou qualquer aflição. O ano da carteira de motorista, da 20ª primavera, do novo corte de cabelo. Um ano que, como nenhum outro, contribuiu na minha vida para sempre. Olho pra frente e vejo a primeira página de um livro em branco, similar às mesmas páginas em branco que eu vi há um ano. Páginas estas que hoje estão repletas de frases tortas, que de alguma maneira se organizaram e conseguiram chegar até a última. E sabe que ainda tiveram uma boa história pra contar... Ano de progresso e de regresso também. Por mais maduros que sejamos, ou que achamos que sejamos, sempre haverá algo que nos fará regredir, não ao ponto de nos fazer permanecer em um erro, mas ao ponto de percebermos que não sabemos tudo e que ainda falharemos em muitos momentos. Um ano de muito crescimento espiritual, graças a Deus. Um ano que eu não mudaria nada, absolutamente nada! Foi especial da sua maneira, e talvez nem tivesse sido tão especial se fosse diferente. A vida é assim, não é? As coisas vão passando e apesar de todos os erros, nunca queremos mudar nada. Vivo com a concepção de que cada erro é fundamental para a construção de cada novo dia, dias estes que contribuem diretamente para a evolução do nosso ser, agregada aos valores de cada um, é claro. Enfim, um ano que me faz dar risos confortáveis e que me empurra para mais um novo tempo, de novas páginas, novas linhas e outra história que acabara de começar.

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